Estudo aponta redução do índice de perdas no varejo brasileiro

Pesquisa realizada pelo IBEVAR, em parceria com o PROVAR e Academia de Varejo, mostra que as perdas diminuíram em relação ao último levantamento

 

As perdas nas atividades de comercialização de bens associadas a roubos, furtos e problemas operacionais atingiu a marca de 2,25% do faturamento líquido das empresas varejistas brasileiras. Esta é a principal conclusão da nova edição da 16ª Avaliação de Perdas no Varejo Brasileiro, realizada pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo (IBEVAR), em parceria com o Programa de Administração de Varejo (PROVAR), da Fundação Instituto de Administração (FIA), Academia de Varejo, Sebrae, Associação Nacional dos Comerciantes de Material Construção (Anamaco) e Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS).

Segundo o Presidente do IBEVAR, Prof. Claudio Felisoni de Angelo, o levantamento envolveu cerca de 400 empresas dos segmentos de supermercados, material de construção, farmácias e drogarias;, vestuário e calçados e micros, pequenas e médias empresas. Os dados apresentados são referentes ao ano de 2015. “A pesquisa está em sua décima sexta edição e é um estudo peculiar no varejo brasileiro. Ela cobre os principais segmentos e apresenta informações de suma importância para o setor varejista utilizá-las como fontes e, assim, melhorar a operação comercial”, comenta.

Em relação a 2014, o índice de perda diminuiu, passando de 2,89% para 2,25%. Entre as categorias avaliadas estão:
• Vestuário e Calçados (5,76%) – novidade para esta edição, tem como itens mais furtados calças e tênis. Apresenta o maior índice de perdas entre todas as mensuradas;
• Micro, Pequenas e Médias Empresas (3,91%) – com um valor acima da média nacional, seu ponto mais vulnerável é a inadimplência, responsável por 18% do total de perdas deste segmento;
• Material de Construção (2,50%) – os erros operacionais são um dos grandes responsáveis pelas perdas do setor. O mais relevante é de produtos danificados por colaboradores;
• Supermercados (2,26%) – com 66% dos supermercadistas contando com uma área de prevenção de perdas, o setor diminuiu o seu índice. Em 2014, ele era de 2.98%;
• Farmácias e Drogarias (1,09%) – o setor tem como principal número em suas perdas os furtos internos (24%) e os erros operacionais (22%).

 

Outro dado relevante é que as perdas no varejo brasileiro são substancialmente maiores do que as registradas em outras regiões. “Nos Estados Unidos, elas correspondem a 1,27%; na Holanda é de 1,48%; na Finlândia, 1,38%; na Alemanha está em 1,08%; na Noruega é de 0,75%; no Reino Unido, 0,89%; na Espanha é de 1,33% e no Japão, 1,35%”, informa o diretor vogal do IBEVAR, e também coordenador do estudo, Prof. Nuno Fouto.

 

Para o copresidente da Academia de Varejo, José Roberto Securato Jr, além de orientar o mercado com ações preventivas, as informações da pesquisa têm uma função pedagógica. “A análise de perdas é contínua e extremamente importante para o crescimento do segmento brasileiro. Ao responder o questionário usado para a compilação das informações, as empresas também colaboram para a difusão de aspectos essenciais para a operação do varejo”, finaliza.

 

Sobre o IBEVAR

O IBEVAR – Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo – é uma instituição sem fins lucrativos, que se propõe a produzir conteúdo no setor de Varejo & Consumo, promover networking entre executivos que atuam nessa área e gerar negócios entre os participantes.

O IBEVAR conta com o apoio de conteúdo do PROVAR/FIA e da Academia de Varejo da UBS-Escola de Negócios, que auxiliam na construção de conhecimento dos associados.
www.ibevar.org.br

 

 

fonte: https://goo.gl/kHc1BF

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